Nelson Tembra Blog

Cidadania, Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente

Empresário denuncia esquema dentro da SEMA

Mais uma vez a equipe do jornal O Impacto é procurada por empresário vítima de um requintado esquema de corrupção dentro de uma repartição pública. Desta vez, a máquina de corrupção azeitada com dinheiro tomado na marra, funciona dentro da SEMA (Secretaria de Meio Ambiente Estadual). Antes que o esquema seja revelado, é bom lembrar aos leitores que a Secretaria de Meio Ambiente Estadual está sendo acionada no Ministério Público Federal, por conta da falta de especialização dos fiscais da Secretaria, que torna sem valor qualquer tipo de atividade feita pelos servidores da instituição pública estadual. O diretor da Sema em Santarém, ex-vereador Geovani Aguiar, foi procurado, mas não quis falar a respeito. Resta ao secretário Anibal Picanço (foto) explicar sua parcela de culpa ou inocência nesta seqüência de fatos escabrosos.

Enquanto as pessoas que fazem parte do esquema tentam se esconder, o empresário que atua no setor madeireiro na região, senhor Antônio Ferreira Mendonça, vem a público e através do jornal O Impacto revela que:

– Sobre a senhora Andréia Nazaré Lima Mota, chefe do setor jurídico da Sema, conta o empresário que ela chegou a Belém a menos de um ano e que a referida senhora enriqueceu a olhos vistos, subtraindo quantias de empresários, através de seus subordinados, entre estes, Sílvio Amorim, um figurão que passeia pela cidade com carrão, gesto e pompa. O que ninguém sabe, mas o empresário Antônio Ferreira revela, é que junto com Sílvio Amorim, trabalha um senhor por nome Haraquém, que nada mais é que o pai de Andréia.

Segundo informações, Haraquém passa todas as manhãs na porta da Sema Estadual à bordo de um Honda Civic, cinza escuro, onde espera pelo Sílvio Amorim, que tem a missão de servir de contato entre os detentores de projetos. Sílvio Amorim é quem “organiza” os esquemas e repassa tudo para Haraquém, pai de Andréia.

Esquema pronto, entra em ação outro personagem, Cláudio Cunha, que é Secretário Adjunto do órgão estadual. Na capital do Estado, Cláudio Cunha tem a missão de centralizar todas as ações de ativação das Licenças emitidas pela Secretaria, Licenças Operacionais, Autef. Até mesmo quando é emitida uma Licença de Operação de qualquer empreendimento, é necessária a ativação do senhor Cláudio Cunha no sistema. Para isso, segundo o empresário Antônio ferreira Mendonça, é necessário “azeitar a máquina”, ou seja, ou paga ou então não ativa. Essa é a Lei decretada pelo Secretário adjunto.

– Antes, as licenças eram ativadas nos setores responsáveis, DGFLOR e DILAP, mas como num passe de mágica, tudo ficou centralizado nas mãos do secretário adjunto Cláudio Cunha. O empresário diz que para ativar uma Licença de Operação (LO), está sendo cobrada a módica quantia de R$ 5.000,00 (Cinco Mil Reais).

Esta quantia é prova do esquema vergonhoso que toma conta da SEMA Estadual. O drama é o seguinte: depois de passar por uma verdadeira Via Cruzes, peregrinando em busca de processo de licenciamento, o dono do empreendimento, responsável, ainda tem que pagar. Isso é uma vergonha! Como diria o jornalista Boris Casoy.

Como se não bastasse, o funcionário Fernando, gerente do sistema GESFLORA, é parte integrante de um esquema onde participam, também, os servidores Emanuel e André, digitadores que atuam na capital do Estado. Este “esquema” é revelado agora aos nossos leitores:

Em relação à emissão de chave do CEPROF, o gerente do GESFLORA, Fernando, simplesmente manda que seus comparsas segurem, enquanto não for depositada a quantia de R$ 3.000,00 (Três Mil Reais), em favor dos espertalhões comandados por ele. “Emanuel e André não entregam a chave de maneira nenhuma”, mesmo que a documentação esteja toda correta.

Sabe-se que o secretário Aníbal Picanço colocou Fernando no GESFLORA para atender suas prioridades, mas será que estas decantadas “prioridades” incluem extorsão de pessoas com sua conveniência e sob suas bênçãos? Eis a questão.
Multiplicando os fatores que fazem parte do esquema de corrupção, extorsão e desmandos que cercam a Sema, o produto final é conhecido:

– Fernando, gerente da GESFLORA, centralizou em suas mãos, junto com seus comandados Emanuel e André, os lançamentos e aprovações. O empresário do setor madeireiro é obrigado a pagar R$ 15,00 reais por metro cúbico.
– André, funcionário da SEMA em Belém do Pará, recebe salário de menos que R$ 2 mil reais por mês, porém, por uma questão de mágica, consegue ter até carro próprio. Fernando é o pior de todos, pois segundo as denúncias, e consegue a proeza de trocar de carro três vezes ao ano.

– Andréia Nazaré Lima da Mota, filha de Haraquém, que é mandante direto de Sílvio Amorim, segundo apurou nossa equipe de reportagem, possui em seu gabinete, na sede da SEMA, na capital do Estado, uma sala separada do restante do setor jurídico. Nesta sala existe um armário grande, onde ela guarda os processos dos Planos de Manejo.
-Este armário é conhecido como “CALABOUÇO”.

-Todo processo após ser devidamente analisado por um consultor jurídico, vai direto para as mãos da toda poderosa Andréia, para que seja revisto e dado um devido “DE ACORDO”. Neste momento, entram no cenário da ópera bufa, duas figuras: Haraquém e Sílvio Amorim.

-Sílvio Amorim, na seqüência de denúncias, é tido como contato direto com os donos dos projetos de Meio Ambiente. Sílvio “organiza tudo” e como amigo fiel, repassa tudo para Haraquém, pai de Andréia, que é quem dá os preços nos serviços da dileta filha. Criou uma nova modalidade de corrupção, a extorsão volante.

-Sílvio Amorim, toda segunda-feira embarca em um avião rumo à capital do Estado, voltando de Belém somente na sexta-feira. Será que vai entregar o malote à sua patroa imediata? O que se pode apurar é que Andréia comprou um apartamento na avenida Senador Lemos, ao lado do IT Center, um dos locais mais valorizados no subúrbio de Belém, um verdadeiro luxo para os emergentes da classe média, dentro da capital paraense.

– Os empresários do setor madeireiro reclamam que Projetos de Manejo estão sem preço no Estado do Pará, porque o gerente do Gesflora, Fernando, está inserindo crédito virtual nos mesmos. Para tanto, conta com ajuda de seus homens de confiança no setor, Emanuel e André, digitadores. Fernando simplesmente aprova a fraude, segundo denúncias do empresário Antônio ferreira Mendonça.

Ao final: dizem, mas não conseguem provar, que o esquema da SEMA é implantado para arrecadar dinheiro para a campanha à reeleição da governadora Ana Júlia.

Por: Carlos Cruz / O Impacto

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Information

This entry was posted on 17/11/2010 by in Governo do Pará: Nossa grande obra é cuidar das pessoas and tagged .

Navegação

SERVIÇOS AMBIENTAIS

Velocimetro RJNET

Estatísticas do Blog

  • 65,187 hits

Follow me on Twitter

%d bloggers like this: