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Vale, Petrobras e ADM fortalecem aporte de Palma

Líder no mercado de óleo de palma no Brasil, a Agropalma ganhou vizinhos ilustres no Pará. Vale, Petrobras e a americana ADM entraram nesse mercado, ainda que com objetivos diferentes. Concorrente mesmo é só a ADM, que também destinará a colheita em seus 12 mil hectares plantados no Estado para a produção de óleos para alimentação e para a indústria de cosméticos. Petrobras e Vale pretendem fazer biocombustível a partir do óleo da palma.

Com as primeiras colheitas previstas para 2015 nos municípios de Irituia, São Domingos do Capim, Mãe do Rio e São Miguel do Guamá, a ADM tem hoje o potencial de esmagamento de 60 toneladas de cachos por hora. Até 2021, quando as árvores plantadas agora estiverem maduras e no ápice da produtividade, a produção de óleo deverá alcançar a marca de 60 mil toneladas de óleo bruto por ano.

De acordo com o gerente de desenvolvimento de projetos da ADM no Brasil, Diego Di Martino, a demanda forte pela matéria-prima e as áreas abertas no Pará, além da atuação da empresa na área de biodiesel, animaram o grupo a diversificar o portfólio no país. “Estamos descobrindo não só a palma, mas o Pará. Estamos tateando”, disse o executivo ao ser questionado sobre possíveis planos de expansão. “Estamos indo com calma”.

O mesmo não pode ser dito do projeto da Vale na região. “É parte do nosso programa de esverdear a matriz energética da empresa”, disse ao Valor Márcio Maia, diretor de operações de Bioenergia da Vale. “A palma deverá substituir 3% dos dois bilhões de litros por ano de diesel que consumimos hoje, entre logística e equipamentos de minas. Estamos fazendo um hedge de suprimento e de custos”. O projeto da Vale prevê a produção de biodiesel B20 (20% de óleo de palma) para atender a suas operações no Brasil a partir de 2015.

A estreia da companhia no segmento foi possível com a aquisição de 70% da Biopalma, do grupo MSP. Nos planos da empresa estão investimentos de US$ 500 milhões para a construção de duas usinas de extração no município de Moju. A primeira planta, com capacidade de processamento de 120 toneladas de cachos por ano, deverá entrar em operação no segundo semestre de 2015. A segunda, para 2018, acrescentará 450 mil toneladas de cachos por ano à produção da Biopalma, no que será o maior complexo de palma do mundo.

“O escoamento será feito via o rio Tocantins por barcaças até Marabá, onde queremos criar um centro de distribuição”, disse Maia.

De acordo com o executivo, 50 mil hectares já foram plantados com a palmácea. Até o ano que vem, diz o executivo, serão 80 mil, além de uma área de 58 mil hectares de cobertura florestal nativa e a geração de cinco mil empregos diretos no Pará.

A Petrobras Biocombustível também implementa uma usina de biodiesel no Pará. O empreendimento, definido no Plano de Negócios e Gestão 2012-2016, terá capacidade de produzir 230 milhões de litros de biodiesel por ano, para atender à região Norte do país. Vale e Petrobras também assinaram, em abril deste ano, um protocolo de intenções que trata de projetos conjuntos em andamento na área de biodiesel, além de logística. O protocolo tem como objetivo estudar a viabilidade técnico-econômica dos projetos de interesse comum entre as duas empresas.

Valor Econômico

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This entry was posted on 30/10/2012 by in Blog do Nelson Tembra and tagged , , , , , , , , , .

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